Fique por dentro das notícias e dicas

Carreiras da moda geram armadilhas para jovens na escolha da profissão

10/07/2017
 

 

Letícia Andrade, coordenadora de RH da Luandre no Rio de Janeiro, onde atua há mais de cinco anos, faz um alerta sobre a moda das “profissões do momento” que podem levar jovens a decisões equivocadas na escolha da carreira.

 

“No Rio de Janeiro, houve um boom de offshores há 6, 7 anos e era comum ver jovens fazendo o curso de tecnólogo em engenharia de segurança no trabalho para poder se colocar nessas empresas. Além da vantagem de um mercado em expansão, o tempo de estudo era menor. O que se viu depois do “Petrolão”, porém, foi o fechamento dessas empresas e uma debandada de estudantes desses cursos, de forma que quem escolheu a formação de olho apenas no mercado sofreu um grande revés”, explica Letícia.

 

Por conta de exemplos como esse, as especialistas em colocação profissional aconselham fugir das “ondas do momento”. O mesmo vale para as tais profissões tradicionais, caso o fator de desempate seja apenas o tal do “ganhar bem”.

 

“O melhor salário é dos profissionais que se destacam”, afirma Larissa Gonçalves, Coordenadora de RH da Luandre, em Jundiaí. “Claro que é importante para o jovem se informar sobre as possibilidades do mercado, se há espaço em sua cidade, em seu país, para exercer a carreira escolhida, mas ele nunca deve bater o martelo mirando apenas isso porque há crise para qualquer setor. O mais importante é estar convicto do caminho profissional que se quer trilhar e o que o fará feliz e realizado”, comenta.

 

Apesar da visão da especialista em carreiras, o Censo da Educação Superior, divulgado todos os anos pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) confirma que apenas 10 profissões, de uma imensa gama de opções oferecidas em diversas faculdades pelo país, correspondem a quase metade da procura dos recém-saídos do Ensino Médio, ou seja, carreiras tradicionais como direito, engenharia, medicina, administração e pedagogia são as escolhas de 48,3% de todos os estudantes matriculados em um curso de graduação presencial em 2015.

 

A situação não é nova, em 1993, uma pesquisa sobre escolha de profissões realizada pela Associação de Escolas Particulares mostrava que os estudantes pré-vestibulares preferiam as profissões tradicionais e o mesmo se deu em 1999, segundo levantamento da USP.

 

Aliás, desde a criação do vestibular, em 1977, estes são os cursos mais procurados no Brasil. Um dos poucos pontos fora da curva foi a procura por cursos de Comunicação Social, como jornalismo, no anos 80 e 90, depois da obrigatoriedade do diploma para essa área.

 

E por que os jovens brasileiros preferem não arriscar na escolha da carreira que, a princípio, será sua provedora de renda no futuro?

 

De acordo com Letícia Andrade há um pragmatismo notório no jovem em busca do primeiro emprego: “percebemos essa preocupação financeira sim, sem dúvida”.

 

Mas afinal, o que levar em consideração na definição da carreira?

 

Jovens podem se frustrar ao definirem suas carreiras baseadas em movimentos de mercado não tão consolidados e vislumbrando apenas retornos financeiros. Larissa enfatiza que a escolha não deve ser baseada apenas nestes dois pontos, e que esta é uma decisão que depende principalmente de outros fatores fundamentais.

 

“Analisar o mercado e o quanto cada profissão remunera não deve ser negligenciado, mas estes são fatores que estão longe de ser determinantes para escolha de uma carreira. Avaliar o que o jovem gostaria de ser, de fazer, e a atividade que ele sente que tem maior aptidão para exercer é primordial”, afirma.

 

O que também pode ajudar os jovens é saber que uma decisão neste momento não é necessariamente definitiva e nem coloca tudo a perder. O amadurecimento profissional faz com que descubram novos caminhos. Não é difícil encontrar quem iniciou sua vida profissional em um função e, em determinado momento, mudou o curso de sua carreira para se sentir mais realizado.  

 

 

Letícia Andrade

 

Coordenadora de seleção, Psicóloga e Pós-Graduada em Gestão de Pessoas pela Fundação Getúlio Vargas. Profissional com 10 anos de experiência na área de RH com sólidos conhecimentos em processos de Recrutamento e Seleção. 

 

 

Larissa Gonçalves

 

Coordenadora de RH, pós graduada em Gestão de Pessoas, 8 anos de experiência em liderança de equipes e 5 anos de atuação em Recursos Humanos.

  

Fonte: 

https://canalexecutivoblog.wordpress.com/2017/07/05/carreiras-da-moda-geram-armadilhas-para-jovens-na-escolha-da-profissao/

https://monitordigital.com.br/ondas-de-carreiras-promissoras-geram-armadilhas-para-jovens-na-escolha-da-profiss-o

http://valoragregado.com/2017/07/06/ondas-de-carreiras-promissoras-geram-armadilhas-para-jovens-na-escolha-da-profissao/

 



  


 

 

 

 

Digite seu e-mail que entraremos em contato


Saiba mais sobre os serviços

Cadastre seu curriculo
Pesquisa por vagas de emprego

Aceite as politicas de privacidade Selecione o seu interesse