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Dicas para fazer o 13º salário render

07/12/2015

Maior rede de agências de emprego do País, a Luandre atua também como uma ampla consultoria a empregados e candidatos oferecendo palestras gratuitas que vão desde como elaborar um currículo, passando por aprimoramento profissional até economia pessoal.

 

            Direito adquirido de todo trabalhador com carteira assinada desde 1962, além de aposentados e pensionistas, o 13o salário deve ser visto por seus beneficiários como uma conquista, fruto de seu trabalho e uma renda que possa lhe gerar o máximo o proveitos. “Utilizar o 13o com eficiência, sem gastos supérfluos e se possível como investimento para melhorar sua situação atual é uma forma do beneficiário valorizar e fazer render o seu trabalho e esforço”, diz Fernando Medina, diretor de operações da Luandre.

 

            Por isso, Medina e Valéria Nascimento, gerente financeira da Luandre, sintetizaram o conteúdo das palestras que oferecem para orientar quem está prestes a receber a 1a parcela do seu 13o salario.

           

  1. Dica Essencial: Planejamento Prévio

“Antes de gastar qualquer centavo do 13o, coloque no papel o valor total que irá receber e as suas pretensões de gastos. Primeiro veja se a conta fecha”, explica Fernando Medina. Pode parecer uma dica boba, mas a maioria das pessoas não faz isso e no final vê que entre recebido e gasto existe um déficit, e o que era para ser uma renda extra, torna-se uma dívida extra.

 

  1. Avaliação de gastos

“A troca da televisão por um modelo mais atual quando se tem dinheiro em caixa pode parecer importante, porém será que essa compra seria necessária se você tivesse em outra situação financeira?”, questiona Valéria Nascimento. Voltamos ao planejamento prévio, porque é mais fácil identificar prioridades sem o dinheiro em caixa. Mas mesmo com ele em caixa, vale fazer este exercício. “Outra pergunta importante é: este gasto irá me acrescentar algo? Poderei aumentar minha renda através dele? Ganharei mais conforto ou tempo com esta compra ou apenas estou respondendo a impulsos de consumo?”, complementa.

 

  1. Dívidas

Economistas e investidores são unânimes: você não encontrará uma aplicação financeira sequer que renda mais que os juros de dívidas, especialmente as de cartão de crédito e cheque especial. “Aproveitar os feirões e eventos de conciliação é uma ótima saída para quem está nesta situação”, diz Medina. Certo, você não quer gastar todo o seu 13o com o pagamento de dívidas. Uma alternativa é usar uma parte para fazer uma negociação e com isso parar os juros. “O trabalhador pode dar uma entrada e dividir o saldo em parcelas fixas que se encaixem no seu orçamento mensal, o mais importante é bloquear a rotatividade de juros”, explica.

 

  1. Presentes e gastos com ceias e festas

Não saia de casa sem um valor máximo estipulado para gastar. Estabeleça quem irá presentear e o valor máximo total ou valor máximo por pessoa. No caso da ceia, vale a mesma dica. Estabeleça um orçamento final e uma lista de compras. “Estes orçamentos devem caber no rateio do 13o e a chave do sucesso nesta parte é manter a fidelidade ao que você previu, sem concessões. Uma concessão aqui, significa um aperto de cinto em outro item do rateio do 13o salário”, conta Valéria.

 

  1. Impostos de início do ano

Aproveite uma parte do 13o para amortizar os valores que vêm concentrados em janeiro, como IPVA e IPTU. Mais uma vez, não é necessário usar todo o 13o para quitá-los, mas reservar uma parte da renda extra para reduzir o montante total fará uma diferença no orçamento mensal. “Quem opta por pagar estes impostos parcelados, pode reservar o valor referente a uma parcela, por exemplo”, sugere Fernando Medina.

 

  1. Materiais escolares

Aproveite os recessos de final de ano para fazer um inventário dos materiais dos seus filhos para comprar somente o necessário. Pesquise online o melhor preço dos itens e reserve uma parte do 13o para isso. “Comprar com antecedência pode ser interessante porque os preços tendem a ficar mais caros a partir de janeiro”, diz Valéria Nascimento. Para os maiores, o maior gasto é com livros. Uma boa opção é pesquisar em sites de venda de livros usados com descontos de até 70% em relação aos novos.

 

  1. Viagens

O final do ano é sempre a data mais cara para viajar, principalmente Natal e Reveillón. Portanto, se você puder, opte por escolher datas em que os destinos têm uma menor procura e, consequentemente, ficam mais baratos. “Se não houver opção, certifique-se que a viagem não vai prejudicar o seu orçamento”, aconselha Medina.

 

 

  1. Supérfluos

Assim como presentes e festas, delimite um valor máximo para este tipo de gasto. “É uma forma de não cair na tentação, por ter só cumprido deveres com o 13o salario”, explica Valéria. Lembre-se que esta linha de gasto deve ser pequena, como uma folga ou um feriado.

 

  1. Investimentos

Sim, o 13o salario não é infinito. Mas se bem planejado, com certeza sobrará uma parte dele para que você invista em algo que lhe gere renda. Pode ser uma reserva de dinheiro ou ampliar seu negócio próprio caseiro em algo que certamente irá render frutos. A situação financeira atual implica cautela e que os empregados reservem um fôlego para 2016. Obras, reformas não são indicadas. “Quem quiser investir poupando pode pesquisar sobre investimentos de renda fixa e Tesouro Nacional, que são ótimas opções de rentabilidade com os índices de juros atuais”, indica Fernando Medina.