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Voluntariado pode ajudar na carreira

12/07/2017
 

 

 

A ação social desenvolve novas competências ou aprimora habilidades já existentes, auxiliando o profissional a melhorar suas qualificações em busca de oportunidades no mercado de trabalho.
 
Todo domingo é sagrado para Rosa Maria Lourenço há pelo menos sete anos. Consultora de Recursos Humanos da Luandre, ela presta serviços durante boa parte do dia a uma entidade espírita. Das 8h30 às 13h, ajuda no caixa da lanchonete e à tarde ensaia no coral. E faz hora extra quando há eventos. Tudo como voluntária.

Esta dedicação ao próximo começou na infância, por influência da família que sempre ajudou as pessoas em quaisquer situações. No entanto, sua contribuição mais efetiva teve início em um cursinho comunitário e se estendeu até a faculdade. “Fui bolsista tanto no curso preparatório para o vestibular quanto na graduação de Psicologia. Como contrapartida, prestei serviço voluntário no cursinho até me formar”, conta a consultora.

Embora diga que desenvolve ações sociais de forma desinteressada, Rosa Maria se sente recompensada nos aspectos pessoais e profissionais. “Tornei-me mais solidária e consigo ser mais humana no mundo corporativo. O voluntariado incentiva trabalhar em equipe e desperta uma liderança natural por favorecer o autoconhecimento e consequentemente a autoconfiança. Estou sempre aprendendo alguma coisa”, avalia.

 

Para Yuli Fujimura, relações públicas de um hospital na Vila Mariana, o voluntariado propiciou sua volta ao mercado de trabalho depois de se aposentar com apenas 54 anos. Formada em Ciências Sociais, atuou toda a vida com importação e exportação, embora não morresse de amores pela área.

 

Como três das suas irmãs haviam trabalhado no hospital, resolveu ser voluntária na instituição. “Foi a força do destino que me trouxe aqui. Depois de dois anos, fui convidada pelo presidente a assumir a função de orientadora hospitalar”, conta ela, que ajudou na montagem do grupo de voluntários na instituição.

Atualmente Yuli ocupa o cargo de relações públicas e desde o ano passado integra o Conselho Deliberativo. Para ela, os anos de experiência e a vontade de trabalhar não bastam. É preciso estar motivado todo dia, pois os desafios são cada vez maiores. “Mesmo assim, eu me sinto quase realizada”, diz, com a certeza de que o voluntariado mudou sua vida.

 

Se algumas corporações passam a considerar o trabalho voluntário como um diferencial na contratação, ele também ajuda quem está empregado a ganhar pontos internamente e ficar em vantagem na hora de uma promoção, embora  não esteja explicitada de maneira clara. Isto pelo fato da empresa saber que o profissional realiza tarefas além das atribuições de seu cargo.

Segundo Beatriz Beltreschi, consultora da Agrhega Assessoria e Gestão de RH, as instituições para as quais se presta um serviço voluntário não deixam de ser empresas. Por este motivo, para quem ainda busca uma colocação no mercado, como o jovem aprendiz ou estagiário, é uma forma de colocar em prática o que está aprendendo na vida acadêmica. “Além disso, é maneira de fazer relacionamentos que podem resultar em uma oportunidade de iniciar a carreira ou até mesmo para o desempregado buscar sua recolocação”, ensina.

Para ela, ser voluntário dentro da área de atuação é boa opção, mas isso não significa que ficará preso a uma função. "No trabalho voluntário, as demandas são muitas e o espírito de colaboração é mais latente. Assim, as chances de desenvolver diversas atividades são grandes. E isto pode ser decisivo em uma época onde ser multitarefas é imprescindível", diz. 

 

 

Fonte: 

http://oamarelinho.com.br/noticias/2017/7/3912-voluntariado-pode-ajudar-na-carreira.aspx

 



  


 

 

 

 

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