Os profissionais de RH, ao longo dos anos, têm se deparado com este debate: contratar por atitudes e comportamentos ou priorizar as qualificações do candidato.

Os processos seletivos são cada vez mais completos e complexos, mas estão também cada vez mais atentos às características pessoais dos candidatos, e não apenas às qualificações técnicas que preenchem as necessidades do empregador.

Anúncios de vagas, em sua maioria, costumam solicitar experiência na área, uma vez que as empresas esperam contratar alguém que já inicie com um certo nível de qualificação no tipo de trabalho para o qual se candidatam. E é totalmente compreensível, já que quem contrata um motorista não vai esperar que a pessoa ainda precise aprender a dirigir. Ou um eletricista, que ainda precise compreender os princípios da eletricidade para começar a trabalhar.

No entanto, o que se pôde observar nos últimos anos é que não adiantará contratar um excelente motorista – ou eletricista – que não possua em si alguns valores essenciais para agir no ambiente de trabalho ou para a convivência em grupo, por exemplo.

Por que o recrutador precisa valoriza atitudes e comportamento

Por isso, embora os profissionais de RH sejam mais treinados para avaliar um candidato com base em sua experiência e qualificações – já que o julgamento é muito mais objetivo – é essencial que passem a destacar as habilidades interpessoais e os traços de personalidade. Afinal, estudos sobre metodologias de contratação e sucesso de curto e longo prazos tornaram alguns fatos muito claros:

  • Funcionários qualificados e experientes com atitudes ruins falham rapidamente.
  • Funcionários pouco qualificados e inexperientes, porém com excelentes atitudes, têm sucesso a longo prazo.

O mais impressionante é que esses fatos se mostraram verdadeiros em todos os setores, além das fronteiras sociais e econômicas, e em quase todo tipo de posição que requer contato com outros seres humanos.

Contrate por atitude, treine para habilidades

É o famoso ditado sendo confirmado na prática: “Contrate por atitude, treine para habilidades”. Uma das piores realidades é um funcionário contratado que acredita e possui valores completamente diferentes dos que são pregados pela empresa. Além de dificultar o desempenho da função, as atitudes deste profissional acabam por disseminar o efeito desta desconexão, causando atritos, retrabalhos e outros problemas que surgem cedo ou tarde. As consequências começam pelo ambiente de trabalho prejudicado e terminam com a má produtividade.

Um comportamento adequado também é crucial, pois definirá como o profissional irá se portar em encontros e reuniões. São momentos importantes que podem significar a abertura ou o fechamento de oportunidades para a empresa, de acordo com a forma que o encontro está sendo conduzido.

Foco nas relações interpessoais

Então, é fácil observar que colaboradores com postura profissional e condutas corretas acabam se tornando melhores do que colaboradores que, apesar do ingresso na empresa com maior experiência e conhecimento, podem ver os colegas apenas como degraus na escada para alcançar maior visibilidade. Quando se contrata alguém que estará constantemente interagindo com outras pessoas – seja com clientes, seja com colegas e chefias, levar em consideração o ditado parece bastante pertinente. Se você encontrar um candidato cuja personalidade e atitude se encaixam com a cultura da sua empresa, acredite que este profissional poderá tornar ainda melhor a sua marca para os seus clientes. E mesmo que o conhecimento apresentado na entrevista não seja exatamente o que procura, é esta a pessoa que deverá ser contratada.

Considerar a capacitação é uma boa pedida

Alguns empresários que possuem consciência social e visão de negócio optam pela solução de capacitar os empregados que não tiveram oportunidade de qualificação profissional, mas que se identificam e contribuem significativamente para a empresa. Segundo eles, trata-se de um investimento que supre não apenas a necessidade do empregador, como aumenta muito a motivação do empregado, que acaba progredindo intelectual, hierárquica e financeiramente.

Mas sempre contratar por atitudes?

Conforme observado no texto até aqui, a atenção maior às características do indivíduo, como atitudes e comportamentos, deve ser dada quando estamos preenchendo vagas de cargos que possuem interação constante com outras pessoas. Acontece que essas vagas costumam significar mais de 90% das contratações, uma vez que o contato com colegas, clientes ou chefes é quase sempre presente.

Porém, existem também circunstâncias em que a interação humana é realmente rara ou representa uma parte muito pequena do trabalho. Nesses casos, é muito provável que o conhecimento e experiência do profissional devam ser levados em consideração muito antes de qualquer atitude. É o exemplo de contratação de freelancers para criação de site ou conteúdos, programadores de sistemas informacionais, etc.

Assim, cabe aos recrutadores a avaliação do peso do conhecimento e experiência versus o peso do jeito de ser/agir do candidato. Nesta equação, cada vaga vai exigir uma dose de atenção para cada fator. Dentre os cinco principais motivos que levam as empresas a demitirem, quatro estão relacionados com problemas comportamentais do profissional. Ou seja, dependendo do cargo, pode não adiantar muito a pessoa ter cursado faculdade de primeira e falar três idiomas, se suas atitudes deixarem a desejar.


Sobre a Luandre

São 49 anos de atuação com soluções técnicas e inovadoras na área de RH. Com excelência nos serviços prestados e construindo o elo entre a organização e o colaborador, em todas as etapas de desenvolvimento dos Recursos Humanos.

A única de seu segmento eleita como uma das 150 melhores empresas para se trabalhar no Brasil.

Este reconhecimento, concedido pela revista VOCÊ S/A, é um dos principais e mais criteriosos do mercado, premiando as companhias que são destaque em gestão de pessoas e bom clima organizacional.

A Luandre atende as melhores empresas do Brasil com todo seu know-how em Recrutamento e Seleção, Administração de Pessoal (Temporários e CLT), Avaliação Profissional, Outsourcing e Programas Especiais.