Conheça os sinais que indicam a necessidade de troca e os tipos de gestores: o papel deles é ainda mais relevante em tempos de crise

 

Em um passado não muito distante, era muito comum encontrar líderes escolhidos por sua habilidade técnica e tempo de departamento. Entretanto, com mercados cada vez mais competitivos, foi preciso redefinir o papel do gestor. “Riscos sempre foram uma constante em qualquer negócio, originados especialmente nas pressões exercidas por fatores externos, seja governo, sociedade, clientes, concorrência”, diz Marcelle Oliveira, gerente da Luandre e completa 45 anos de mercado em 2015. “Mas a crise faz com que o mundo corporativo busque ainda mais efetividade na gestão, com ferramentas para proteger-se contra ameaças usando inovação e criatividade”, completa.

 

A habilidade de chefiar vai muito além da qualificação em si. “Independente da área, hoje o gestor é mais cobrado para liderar efetivamente pessoas, estimulando-as e influenciando-as para que atinjam resultados”, opina Marcelle. Com a cobrança mais intensa, é também o momento de analisar os líderes da empresa e rever processos. E não são poucos os sinais que indicam a necessidade de mudanças na gestão das empresas:

 

Complacência
A queda no entusiasmo torna o líder menos disposto a discussões construtivas e a expor suas opiniões, por isso, ele se torna mais leniente.

 

Conformismo

Perder a capacidade de se aventurar no desconhecido. Falta de motivação. A estagnação também impede que o gestor reveja comportamentos, repense estratégias e conheça novas táticas.

 

Individualismo

Quando percebe que o gestor se preocupar apenas ou prioritariamente com o próprio sucesso, normalmente a equipe deixe de vê-lo como um líder a ser seguido. Daí, a liderança perde um de seus méritos mais importantes: inspirar os colaboradores.

 

Cobranças excessivas

A busca constante de resultados pode implicar em um desequilíbrio entre o fator pessoal e os números da planilha. “Não podemos perder o foco nas pessoas e no clima organizacional”, aponta Marcelle.

 

Felizmente, o caminho para reverter a situação não é complicado. Em primeiro lugar, os questionamentos devem partir do próprio líder. “Ele deve se perguntar a todo o momento se está engajando seu time, se os funcionários são atraídos ou rejeitam sua presença e se ele está buscando atualizações e reciclagem em seu estilo de trabalhar”, orienta Marcelle. Resgatar a criatividade também fica mais fácil se o líder estimula o capital intelectual de seu grupo, dando recursos e oferecendo autonomia aos funcionários. Isso, às vezes, implica na busca de alternativas à chamada gestão vertical, focada na hierarquia corporativa. “É o caminho oferecido pela gestão participativa, que ganha espaço nas empresas e leva em consideração as vozes de todos da equipe”, conta Marcelle.

 

Já a gestão horizontal, outro termo em alta, defende que funcionários tenham autonomia para definir horários e metas e espaço para expor opiniões em um ambiente livre de constrangimentos ou ressentimentos. “A vantagem é um processo inteligente e criativo, mas, se mal conduzido, pode gerar problemas de indisciplina e falta de orientação”, encerra Marcelle. Com atenção, treinamento e análises periódicas, é possível manter a motivação do líder, da equipe e principalmente dos resultados – mesmo em tempos difíceis.