Vivemos em um tempo em que as relações de trabalho estão se modificando bastante, e muito se tem debatido a respeito da flexibilização dos horários e locais de trabalho.

Em uma pesquisa elaborada pela Confederação Nacional da Indústria – CNI, junto com o Ibope, foi demonstrado que 70% dos brasileiros gostam da ideia de terem horários mais flexíveis, ainda que somente 56% desses consiga viver se fato esta realidade. O trabalho em casa ou em outro local alternativo representou também o desejo de 73% dos entrevistados.

O que grande parte das empresas gostaria de saber é, na prática, quais as vantagens e as desvantagens deste formato para a produtividade da instituição.

Vamos começar com as vantagens

Primeiramente, podemos dizer que flexibilizar as regras proporciona uma relação de maior confiança entre gestores e seus colaboradores. Desta forma, o profissional que se vê fazendo parte de um negócio onde as regras e políticas existem tão somente para estabelecer alguns limites indispensáveis, acaba se sentido mais inserido e comprometido com os resultados. O ambiente tende a ser mais leve e a simples ação de diminuir as cobranças com horários já colabora significativamente na qualidade de vida dos profissionais. Isso porque possibilita a redução do gasto de tempo e do stress causados pelo trânsito ou transporte público, além de aumentar o tempo disponível para cuidados com a saúde ou mesmo a prática de uma atividade física.

E o que a empresa ganha com isso? Esta pode ser a maneira que os gestores procuravam para obter uma melhor performance das suas equipes e, consequentemente, aumentar os seus ganhos. Afinal, muitas vezes um colaborador pode estar apenas de corpo presente no local de trabalho e isso não significar que carrega disposição e vontade necessárias para cumprir satisfatoriamente com suas tarefas. O trabalhador satisfeito, por outro lado, costuma garantir um trabalho feito com mais atenção e cuidado.

Além disso, a empresa que adota este formato de trabalho, mesmo que não todos os dias, acaba diminuindo seu consumo energético, uma vez que alguns ambientes estarão vazios por muitas horas. Diminuem também os problemas ocasionados por faltas, atrasos e horas extras, visto que o tempo deixa de ser o mais importante, sendo substituído pela entrega e produtividade pré combinada.

E as desvantagens

Com certeza não são apenas ganhos que temos com a estratégia de flexibilizar os horários e local de trabalho. O lado do convívio humano e da troca que é permitida quando as pessoas se encontram num mesmo ambiente precisa ser avaliada. É possível abrir mão deste contato? O tipo de serviço oferecido pela empresa permite esse distanciamento entre os colaboradores no decorrer dos turnos de trabalho?

A comunicação, em diversos nichos de negócio, é essencial e no momento de cogitar a flexibilização. O gestor precisa ter muito claro a importância – ou não – do trabalho em equipe, propriamente dito. Algumas companhias relatam o receio da perda de identidade da empresa e esta também é uma questão que precisa ser estudada. Muitas vezes os profissionais, com a chance de trabalhar em casa, acabam abrindo a possibilidade de realizar trabalhos também para outras empresas, deixando de lado um pouco da lealdade ao local onde trabalha.

Para os colaboradores, por outro lado, também existem questões complicadoras quando exercem suas atividades em casa, como, por exemplo, o aumento da responsabilidade na gestão do tempo. Isso em meio a distrações familiares e com aumento das despesas energéticas próprias, visto que estará utilizando tecnologia, iluminação, climatização de casa para a execução do trabalho.

As mudanças culturais que vêm se estabelecendo com a geração atual e o avanço da tecnologia nas relações têm tornado o trabalho com flexibilidade algo cada vez mais presente e tendência nas pequenas e grandes organizações. O importante é que os gestores estejam bem cientes das variáveis e das questões estabelecidas pela legislação trabalhista antes de tomarem esta decisão. Os profissionais precisam também de um preparo para a nova relação, com estabelecimento de direitos e deveres que garantam o sucesso deste modelo de gestão.

O que deve permanecer é a melhoria contínua no ambiente de trabalho, seja através da flexibilização, seja através de outros fatores motivadores que propiciem o progresso nos resultados e no engajamento colaborador e gestor.


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