Estudo da E&Y revela que lideranças femininas podem fortalecer economia. Conheça a rotina de três gestoras e as vantagens do estilo feminino de gerenciamento

 

Nas últimas décadas, a mulher aumentou significativamente sua participação no mercado de trabalho brasileiro. Segundo o Seade, Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados, desde 1985 a taxa delas no mercado de trabalho subiu de 44,7% para 55,1%. Apesar da perspectiva positiva, ainda há muito a melhorar, especialmente quando o assunto é o papel delas na gestão de empresas e equipes.  “A desigualdade ainda é um problema, já que as mulheres não têm condições de crescer da mesma maneira que o homem, a não ser que abra mão da maternidade e de outras atividades que queria desenvolver”, expõe Sueli de Andrade Silva, gerente de administração de pessoal da Luandre.

 

A consultoria, com 45 anos de mercado, é uma referência quando o assunto é mulheres na gestão. Das gerentes de filiais, 90% são mulheres, enquanto as funcionárias formam mais de 70% do quadro de colaboradores. “A área de recursos humanos historicamente conta com mais mulheres. Interessante que uma recente pesquisa de endomarketing revelou que os colaboradores enxergam a marca Luandre como uma mulher, por volta de 35 anos, comunicativa, bem sucedida e alto astral. Realmente, é a cara da Luandre e o retrato das mulheres de nossa equipe.” Dr. André Medina, presidente da Luandre.

 

Para equilibrar o quadro, que não é exclusivo do Brasil, a consultoria Ernst & Young elaborou o Woman Fast Forward, estudo que aborda maneiras de inserir a mulher no mercado de trabalho com mais igualdade e agilidade. Entrevistando mais de 400 lideranças ao redor do mundo, a consultoria descobriu que tanto homens quanto mulheres acreditam que mulheres na liderança promovem fortalecimento da economia.  O aumento da presença das gestoras no mercado é significativo ao ponto de gerar uma nova representação social: o gerenciamento feminino, ou, estilo feminino de gerenciar. Conheça um pouco mais dessas benesses contadas pelas próprias líderes da Luandre, que contam também um pouco de sua experiência pessoal no assunto.

 

Sueli de Andrade Silva – 47 anos, gerente de administração de pessoal

Com uma filha de 11 anos, Sueli se divide entre coordenar a rotina em casa e administrar uma equipe de 10 outras líderes, com o total de 70 colaboradores.

“As mulheres conseguem administrar inúmeras atividades, olhar o problema de forma mais ampla, enquanto o homem é mais focado e objetivo. A intuição e o detalhismo tornam também mais fácil o ato de tomar decisões. Fora isso, a mulher costuma apresentar um estilo de liderança positivo, pois tendem a defender seu ponto de vista com convicção, mas sem ultrapassar a dose de agressividade”.

 

 

Darlene Souza – 37 anos, Gerente da Unidade Guarulhos da Luandre

Mãe de primeira viagem e com uma bebê de 11 meses em casa, Darlene lidera de uma equipe de 30 profissionais na filial da Luandre na cidade.

“Passo quase dez horas trabalhando e inicio meu dia às seis e meia da manhã com a minha filha me acordando, mas me sinto realizada em conciliar todas essas rotinas. Atuo profissionalmente há quase 20 anos e, historicamente, as conquistas das mulheres no mercado de trabalho foram lentas. Agora, vejo que famílias, relação com o parceiro e principalmente entre empregadores e profissionais femininas passaram por uma transformação que trouxe avanços para a sociedade, mas ainda faltam conquistas como remuneração, reconhecimento e oportunidades de carreira”.